Blumhouse prepara filme de Amanda the Adventurer com MatPat
Adaptação do jogo de terror terá produção de MatPat, Jason Blum e Patrick Ewald, mas ainda não revelou diretor, elenco ou data.
R42 / RESUMO
A Blumhouse está desenvolvendo um filme baseado em Amanda the Adventurer, série de jogos de terror criada pela MANGLEDmaw Games e publicada pela DreadXP. MatPat lidera o desenvolvimento e produz o projeto com Jason Blum e Patrick Ewald; diretor, roteirista, elenco e data ainda não foram anunciados.
PONTOS-CHAVE
- O longa foi anunciado durante a BlumFest na New York Comic Con.
- MatPat lidera o desenvolvimento e produz ao lado de Jason Blum e Patrick Ewald.
- O projeto adapta a série de terror e quebra-cabeças da MANGLEDmaw Games e da DreadXP.
- Direção, roteiro, elenco, filmagens e data de estreia ainda não foram divulgados.
- A adaptação precisará transformar a interação com fitas e quebra-cabeças em uma narrativa cinematográfica.
A Blumhouse está desenvolvendo um filme baseado em Amanda the Adventurer, série independente de terror e quebra-cabeças criada pela MANGLEDmaw Games e publicada pela DreadXP. O projeto foi anunciado durante a BlumFest, na New York Comic Con de 2026, com Matthew “MatPat” Patrick liderando o desenvolvimento da adaptação.
MatPat também está entre os produtores do longa, ao lado de Jason Blum e Patrick Ewald, CEO da Epic Pictures, empresa controladora da DreadXP. A existência do filme e essa configuração de produção são fatos confirmados. Em contrapartida, ainda não foram divulgados diretor, roteirista, elenco, início das filmagens, distribuidora ou data de estreia. Também não há sinopse oficial que permita determinar se o longa adaptará somente o primeiro jogo ou combinará elementos da trilogia.
Do sótão e das fitas VHS para o cinema
Lançado originalmente em abril de 2023, Amanda the Adventurer coloca o jogador no papel de Riley Park, que encontra no sótão da falecida tia Kate uma coleção de fitas VHS. As gravações mostram um programa infantil do início dos anos 2000 protagonizado por Amanda e pelo tímido carneiro Wooly. A aparência acolhedora se desfaz quando os personagens começam a responder diretamente a quem assiste e os episódios passam a interferir no ambiente ao redor da televisão.
O jogo combina exploração em primeira pessoa com quebra-cabeças de escape room. Pistas escondidas nas animações em CGI dos anos 1990 ajudam a abrir compartimentos, localizar novas fitas e avançar na investigação sobre o programa. Essa estrutura cresceu em duas continuações. A DreadXP apresenta Amanda the Adventurer 3 como a conclusão da trilogia, encerrando a jornada de Riley, Amanda, tia Kate e os mistérios ligados à corporação Hameln.
Esse desenho interativo cria o principal desafio da adaptação. No jogo, o desconforto depende de o público digitar respostas, manipular objetos no sótão e perceber que Amanda parece reagir às escolhas feitas diante da tela. Um filme não pode reproduzir essas ações da mesma maneira. A equipe terá de transformar a participação do jogador em suspense visual, decisões dos personagens ou outra forma de envolver o espectador sem reduzir as fitas a simples cenas de exposição.
Por que MatPat é central na estratégia
A presença de MatPat não funciona apenas como associação de celebridade. Sua trajetória nos canais Theorist foi construída em torno da análise de segredos, cronologias e narrativas fragmentadas de jogos. Amanda the Adventurer circula justamente nesse ecossistema: uma obra curta, cheia de pistas e aberta a discussões coletivas sobre o que existe por trás da aparência de desenho educativo.
Na BlumFest, a parceria foi apresentada dentro de uma estratégia mais ampla de aproximação com criadores digitais e projetos de terror nascidos ou popularizados na internet. O envolvimento de alguém familiarizado com a linguagem das comunidades de jogos pode ajudar a preservar as camadas que sustentam o interesse pela franquia. Isso não garante fidelidade ou qualidade; é uma inferência sobre o valor editorial da escolha, não uma promessa feita pelo estúdio.
O anúncio também chega em um momento de procura intensa por propriedades de games no cinema. A Rota42 noticiou recentemente que a Paramount prepara um filme no universo de Cyberpunk 2077, mas os dois casos partem de escalas opostas. Enquanto Cyberpunk oferece um mundo amplo para uma história inédita, Amanda the Adventurer depende de espaços fechados, pistas e intimidade com o jogador.
Por enquanto, portanto, o estágio correto é “em desenvolvimento”. A produção está confirmada e possui três produtores identificados, mas qualquer descrição de formato, trama, classificação indicativa ou lançamento além disso seria especulação. As próximas decisões sobre roteiro e direção mostrarão se a Blumhouse pretende reproduzir a narrativa da trilogia ou usar sua premissa como base para uma história cinematográfica própria.
Gabriel Silva
Responsável pela apuração e redação desta matéria na Rota42.
R42 / FAQ
O filme de Amanda the Adventurer está confirmado?
Sim. A Blumhouse anunciou que desenvolve um longa baseado na série de jogos durante a BlumFest realizada na New York Comic Con de 2026.
Qual será o papel de MatPat no projeto?
Matthew “MatPat” Patrick lidera o desenvolvimento da adaptação e está entre os produtores, ao lado de Jason Blum e Patrick Ewald, CEO da Epic Pictures.
O filme já tem diretor, roteirista ou elenco?
Não. Nenhum diretor, roteirista ou integrante do elenco havia sido anunciado no momento da confirmação.
Quando o filme de Amanda the Adventurer estreia?
A Blumhouse ainda não divulgou data ou janela de estreia, nem informou quando as filmagens devem começar.
Sobre o que é Amanda the Adventurer?
A série acompanha Riley Park investigando fitas VHS de um programa infantil aparentemente inocente. Amanda e Wooly interagem com quem assiste, enquanto o jogador resolve quebra-cabeças e descobre o lado sombrio da produção.